CURIOSIDADES QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE A CAPA DO NOVO CD DO MINISTÉRIO TRAZENDO A ARCA "PRA TOCAR NO MANTO"

Por Cristiano Santana
O Ministério Trazendo a Arca lança neste mês de junho o seu novo cd cujo título é "Pra Tocar no Manto". Segundo a assessoria Trazendo a Arca, esse 2º cd conta com parceria do cantor e compositor Kleber Lucas na composição da música "Cruz" e "Invoca-me". É grande a expectativa do público com relação a esse lançamento que contém 12 faixas.
O que chamou a minha atenção e despertou a minha curiosidade é a capa desse Cd. Conforme o leitor pode perceber, a coroa, o cetro e o manto real indicam que o homem que aparece na ilustração é um rei. O cristão que tem um mínimo conhecimento bíblico logo faz uma associação mental de idéias e facilmente conclui que esse rei é Jesus Cristo, o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.
Mas o que me intrigou foi a seguinte questão: O que essa figura de Jesus, vestido de trajes reais, tem a ver com o título do Cd "Pra Tocar no Manto"? À primeira vista parece que a minha indagação é simplória demais, haja vista que o manto do Senhor Jesus Cristo é claramente visível na imagem. Fica claro, também, que "tocar no manto" diz respeito a uma atitude de fé que todo crente deve ter ao se aproximar espiritualmente do Senhor Jesus Cristo.
Mas sigam os meus pensamentos e vocês verão que o assunto é um pouco mais complexo.
A faixa "Pra Tocar no Manto" que é o "carro-chefe" do Cd é claramente uma interpretação espiritual desses dois textos bíblicos:
"E eis que uma mulher, que durante doze anos vinha padecendo de uma hemorragia, veio por trás dele e lhe tocou na orla da veste; porque dizia consigo mesma: Se eu apenas lhe tocar a veste, ficarei curada. E Jesus, voltando-se e vendo-a, disse: Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou. E, desde aquele instante, a mulher ficou sã" (Mateus 9:20-22)
"E lhe rogavam que ao menos pudessem tocar na orla da sua veste. E todos os que tocaram ficaram sãos." (Mateus 14:36)
Ora, nesses episódios de cura a veste que Jesus usava não tinha nenhuma extravagância. Conforme o livro "Vida Cotidiana nos Tempos Bíblicos" da Editora Vida a vestimenta de Jesus era também um manto de linho sem costura, simbolicamente mostrando seu sacerdócio universal.
Então, por que o Cd apresenta um Jesus esplendoroso, vestido em seu manto vermelho real, quando o manto do Jesus histórico, apresentado nos Evangelhos, não indicava nenhuma grandeza notável, nenhuma distinção especial entre os homens? O manto que a mulher do fluxo de sangue tocou não é o manto que aparece no Cd.
Creio que a melhor forma de trabalharmos com essa contradição é tentar captar as idéias que os promotores do Cd expressam nessa forte imagem do Cristo Rei.
No site do Trazendo a Arca há uma apresentação de abertura, na qual aparece, sucessivamente, uma coroa de espinhos, uma das mãos de Jesus fixada à cruz e, um pedaço de um manto real, e, por fim, a imagem de Jesus coroado, mostrada no Cd.
Creio que a intenção, nessa apresentação, foi exibir os estágios do ministério de Jesus. Em sua kenosis terrena Ele foi o Messias sofredor, mas, depois da ressureição, Ele passou a ser o Rei dos Reis, Senhor dos Senhores, aquele que despojou os principados e as postestades e que os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz (Col 2:15)
Não deixa de ser interessante essa leitura do Ministério Trazendo a Arca. O manto que os crentes tocavam no Novo Testamento era um manto simples de linho e podia ser tocado literalmente, mas o manto que os crentes tocam hoje é o manto real do Jesus glorificado que não pode ser acessado fisicamente, mas espiritualmente, pela fé no invisível.
A única ressalva que eu acho conveniente apresentar é que o tríplice ministério de Jesus - Rei, Sacedorte e Profeta - embora tenha caráter simultâneo, de certo modo se mostra como um desenvolvimento de etapas, sequenciadas cronologicamente, sendo que em cada uma delas um dos ministérios em particular é desempenhado em toda a sua plenitude. Assim sendo, poderíamos falar que o ministério predominante de Jesus, enquanto pregou na palestina, foi um ministério de profeta. Depois de glorificado passou a exercer, mais plenamente, o ministério de sacerdote, pois Ele está intercedendo agora por sua Igreja. Somente depois de sua parousia (segunda vinda) é que o seu caráter de Rei plenamente será desvelado, quando reinará literalmente sobre todas as nações.
Creio que o Rei que aparece na capa do Cd não seja um Jesus situado num tempo futuro, uma espécie de antevisão do que Ele será. Nesse tempo não teremos necessidade de tocar em seu manto, numa atitude de fé, pois Jesus estará em pessoa conosco. Esse tipo de fé é algo que utilizamos agora, pois ela é a certeza das coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem. (Hb. 11:1). Quando Jesus estiver em pessoa conosco, essa fé não será mais necessária, pois o veremos assim como Ele é.
Resta-nos então ficar com a única alternativa para interpretar a capa desse Cd. O Jesus que aparece como Rei não é aquele do passado, historicamente falando, que morreu na cruz do Calvário. Ali Ele ainda não era plenamente Rei. Não é também o Rei que se manifestará no futuro, pois aí não teremos mais necessidade de tocar o seu manto para recebermos poder e a solução de nossos problemas. Estaremos com Ele nessa época como seus co-herdeiros, glorificados juntamente com Ele, sem lágrimas, sem dor e sem necessidades.
Concluímos, portanto, que o homem da capa do Cd é o Jesus Rei que está agora assentado à direita de Deus. Eu, porém, vejo a Jesus, no presente momento, muito mais como sacerdote do que como Rei, pelas razões que expus acima.
De qualquer forma "tocar no manto de Jesus" continua sendo uma atitude firme de fé, de confiança manifestada por todo aquele que se aproxima dele através do louvor e da oração.
Tudo indica que esse Jesus Rei magnífico que é mostrado no Cd é uma estratégia de marketing, pois imagens sublimes e grandiosas causam um impacto mais positivo no público.
O que chamou a minha atenção e despertou a minha curiosidade é a capa desse Cd. Conforme o leitor pode perceber, a coroa, o cetro e o manto real indicam que o homem que aparece na ilustração é um rei. O cristão que tem um mínimo conhecimento bíblico logo faz uma associação mental de idéias e facilmente conclui que esse rei é Jesus Cristo, o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.
Mas o que me intrigou foi a seguinte questão: O que essa figura de Jesus, vestido de trajes reais, tem a ver com o título do Cd "Pra Tocar no Manto"? À primeira vista parece que a minha indagação é simplória demais, haja vista que o manto do Senhor Jesus Cristo é claramente visível na imagem. Fica claro, também, que "tocar no manto" diz respeito a uma atitude de fé que todo crente deve ter ao se aproximar espiritualmente do Senhor Jesus Cristo.
Mas sigam os meus pensamentos e vocês verão que o assunto é um pouco mais complexo.
A faixa "Pra Tocar no Manto" que é o "carro-chefe" do Cd é claramente uma interpretação espiritual desses dois textos bíblicos:
"E eis que uma mulher, que durante doze anos vinha padecendo de uma hemorragia, veio por trás dele e lhe tocou na orla da veste; porque dizia consigo mesma: Se eu apenas lhe tocar a veste, ficarei curada. E Jesus, voltando-se e vendo-a, disse: Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou. E, desde aquele instante, a mulher ficou sã" (Mateus 9:20-22)
"E lhe rogavam que ao menos pudessem tocar na orla da sua veste. E todos os que tocaram ficaram sãos." (Mateus 14:36)
Ora, nesses episódios de cura a veste que Jesus usava não tinha nenhuma extravagância. Conforme o livro "Vida Cotidiana nos Tempos Bíblicos" da Editora Vida a vestimenta de Jesus era também um manto de linho sem costura, simbolicamente mostrando seu sacerdócio universal.
Então, por que o Cd apresenta um Jesus esplendoroso, vestido em seu manto vermelho real, quando o manto do Jesus histórico, apresentado nos Evangelhos, não indicava nenhuma grandeza notável, nenhuma distinção especial entre os homens? O manto que a mulher do fluxo de sangue tocou não é o manto que aparece no Cd.
Creio que a melhor forma de trabalharmos com essa contradição é tentar captar as idéias que os promotores do Cd expressam nessa forte imagem do Cristo Rei.
No site do Trazendo a Arca há uma apresentação de abertura, na qual aparece, sucessivamente, uma coroa de espinhos, uma das mãos de Jesus fixada à cruz e, um pedaço de um manto real, e, por fim, a imagem de Jesus coroado, mostrada no Cd.
Creio que a intenção, nessa apresentação, foi exibir os estágios do ministério de Jesus. Em sua kenosis terrena Ele foi o Messias sofredor, mas, depois da ressureição, Ele passou a ser o Rei dos Reis, Senhor dos Senhores, aquele que despojou os principados e as postestades e que os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz (Col 2:15)
Não deixa de ser interessante essa leitura do Ministério Trazendo a Arca. O manto que os crentes tocavam no Novo Testamento era um manto simples de linho e podia ser tocado literalmente, mas o manto que os crentes tocam hoje é o manto real do Jesus glorificado que não pode ser acessado fisicamente, mas espiritualmente, pela fé no invisível.
A única ressalva que eu acho conveniente apresentar é que o tríplice ministério de Jesus - Rei, Sacedorte e Profeta - embora tenha caráter simultâneo, de certo modo se mostra como um desenvolvimento de etapas, sequenciadas cronologicamente, sendo que em cada uma delas um dos ministérios em particular é desempenhado em toda a sua plenitude. Assim sendo, poderíamos falar que o ministério predominante de Jesus, enquanto pregou na palestina, foi um ministério de profeta. Depois de glorificado passou a exercer, mais plenamente, o ministério de sacerdote, pois Ele está intercedendo agora por sua Igreja. Somente depois de sua parousia (segunda vinda) é que o seu caráter de Rei plenamente será desvelado, quando reinará literalmente sobre todas as nações.
Creio que o Rei que aparece na capa do Cd não seja um Jesus situado num tempo futuro, uma espécie de antevisão do que Ele será. Nesse tempo não teremos necessidade de tocar em seu manto, numa atitude de fé, pois Jesus estará em pessoa conosco. Esse tipo de fé é algo que utilizamos agora, pois ela é a certeza das coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem. (Hb. 11:1). Quando Jesus estiver em pessoa conosco, essa fé não será mais necessária, pois o veremos assim como Ele é.
Resta-nos então ficar com a única alternativa para interpretar a capa desse Cd. O Jesus que aparece como Rei não é aquele do passado, historicamente falando, que morreu na cruz do Calvário. Ali Ele ainda não era plenamente Rei. Não é também o Rei que se manifestará no futuro, pois aí não teremos mais necessidade de tocar o seu manto para recebermos poder e a solução de nossos problemas. Estaremos com Ele nessa época como seus co-herdeiros, glorificados juntamente com Ele, sem lágrimas, sem dor e sem necessidades.
Concluímos, portanto, que o homem da capa do Cd é o Jesus Rei que está agora assentado à direita de Deus. Eu, porém, vejo a Jesus, no presente momento, muito mais como sacerdote do que como Rei, pelas razões que expus acima.
De qualquer forma "tocar no manto de Jesus" continua sendo uma atitude firme de fé, de confiança manifestada por todo aquele que se aproxima dele através do louvor e da oração.
Tudo indica que esse Jesus Rei magnífico que é mostrado no Cd é uma estratégia de marketing, pois imagens sublimes e grandiosas causam um impacto mais positivo no público.
A Paz do Senhor, prezado irmão Cristiano!
Muito boa a tua análise do tríplice ministério de nosso Senhor Jesus...
Mas o que realmente me chamou a atenção, e li o texto com cuidado na expectativa de que você pudesse “pincelar” algo a respeito, foi a arte da capa...
Você não achou que há uma estreita semelhança entre o Banner Publicitário do filme "300" e a arte da capa do CD “Pra tocar no Manto”?
Mera coincidência?
Veja a capa do DVD “300” em http://16milimetros.files.wordpress.com/2007/08/300dvd02.jpg
Paz!
Robson Silva
Prossigo para o Alvo... Fp 3:14
Querido Robson
Interessante. Eu não tinha prestado atenção na semelhança com com filme 300. Provavelmente o vermelho vivo das capas dos soldados de Leônidas inspiraram a arte da capa desse cd evangélico.
Muito boa observação
Abraços
Cristiano
Querido Cristiano,
Realmente não sou um entusiasta de movimentos como este que tratam o evangelho com grandiosidade histórica. Minha fé me leva necessariamente à simplicidade do evangelho.
Analisei com cuidado suas observações e são bastante pertinentes, mas o que me chamou a atenção foi o comentário do Robson logo abaixo.
Se o nosso cristianismo se resumir a uma estatégia de marketing então realmente estamos no caminho errado. Poir do que o fato de não termos como competir com o mundo é a certeza de que não devemos fazer isso já que nossos objetivos deve, ser radicalmente diferentes: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me" (Mt 16:24).
Ou seja, parece que o cristianismo midiático não estava nos projetos de Mestre!
Um abraço.
Prezado pr. Jabes
Pode ser que a intenção deles tenha sido boa ao retratar Jesus dessa forma na capa do Cd. Por outro lado, devemos reconhecer que tais imagens de certa forma alimentam esse evangelho triunfalista que é pregado por aí, conectado à doutrina da prosperidade.
Visualizando a Jesus como rei na capa do Cd, a mente do evangélico é induzida a pensar que o Reino de Deus já está completamente instalado na Terra. Por causa disso já começa a pensar que é um súdito real com direito a privilégios como riquezas, poder, etc.
Sempre é salutar vincular o Evangelho à simplicidade.
Um grande abraço
Cristiano
Esse evangelho está cada vez mais pop e agradável. Diferente do Evangelho impopular, desagradável e maravilhoso pregado nas escrituras. Impopular por apontar o meu pecado, desagradável por me mostrar quem eu sou e maravilhoso por mostrar quem Ele É! Isso não vende cd!
Pois é querido IICC, os mais queridos nos céus são os menos conhecidos na terra e vice-versa. O rol da fama dos céus é composto por anônimos aqui na terra.
Tanta coisa pra falar e só falam bobeiras...
A capa siginifica um símbolo de proteção ( PODER ) e também simboliza o sacrifício que ele fez.
Veja:
Tratava-se de uma capa vermelha do tipo usado por soldados. Foi uma capa dessas que colocaram nos ombros de Jesus.
Sem saber, em seu deboche e zombaria os soldados fizeram algo cujo significado mais profundo indica o motivo do sacrifício de Jesus. Afinal, o “manto vermelho” ou “escarlate” nos lembra todo aquele sangue derramado sobre a terra...
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