Prezados irmãos
A minha recente mudança de emprego alterou drasticamente a minha rotina. Estou fazendo os devidos ajustes. Minha previsão é que a partir de segunda-feira poderei escrever novamente.
Fiquem com Deus
Cristiano
terça-feira, 7 de julho de 2009
sexta-feira, 26 de junho de 2009
O QUE HÁ DE COMUM ENTRE GETÚLIO VARGAS E O APÓSTOLO VALDOMIRO SANTIAGO

Por Cristiano Santana
INTRODUÇÃO:
Certamente meus leitores devem estar se questionando: O que há de comum entre Getúlio Vargas e o apóstolo Valdomiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus? Será que o Valdomiro quer se presidente do Brasil? Não é nada disso.
Pois eu lhes responderei: O que os aproxima é o populismo.
Mas o que é populismo?
Segundo a Wikipedia "O termo populismo é utilizado para designar um conjunto de movimentos políticos que se propuseram colocar, no centro de toda ação política, o povo enquanto massa em oposição aos (ou ao lado dos) mecanismos de representação próprios da democracia representativa."
É claro que populismo é um termo que é mais identificado com certos fenômenos políticos típicos da América Latina, principalmente a partir dos anos 1930, sendo que um dos seus principais seguidores foi Getúlio Vargas.
Mas o que nos interessa é identificar na realidade evangélica atual, sobretudo no ministério do apóstolo Valdomiro Santiago, algumas características que nos lembram, em muito, a essência do populismo.
SEMELHANÇAS ENTRE O APÓSTOLO VALDOMIRO E O POPULISTA VARGAS
1) O populista utiliza de vários recursos para obter apoio popular, entre eles: adotar um comportamento carismático e se apresentar como o portador da solução para os problemas dos pobres e miseráveis.
Getúlio Vargas, ex-presidente do Brasil, adotou o populismo como uma das características de seu governo. Apelidado de "pai do pobres", promoveu seu governo com manifestações e discursos populares, principalmente no Dia do Trabalho (1º de maio)
Semelhantemente, o apóstolo Valdomiro estabeleceu um comportamento de bastante proximidade com o povo. Ele aparece em seus programas, transpirando muito, abraçando os pobres, orando pelos doentes, chorando a cada cura. Assim como os populistas ele procura manter um vínculo emocional com a multidão, um contato direto com as massas.
2) O populista utiliza o apoio do povo como meio de alimentar tendências políticas contrárias ao poder vigente. De tal maneira, os governos populistas também são marcados pela desarticulação das oposições políticas e a troca dos “favores ao povo” pelo apoio incondicional ao grande líder responsável pela condução do país. Por meio do uso de um discurso nacionalista, muitas vezes articulado enquanto contraposição aos regimes oligárquicos, esses novos líderes ofereciam uma indefinida perspectiva onde a “defesa do povo” era sobreposta a uma ideologia política mais específica
Por incrível que pareça, o apóstolo Valdomiro também utiliza tática semelhante, ao dizer, constantemente, que ele não age como um tal missionário (alusão clara ao RR Soares) ou que não é tão ganancioso como alguém que se diz bispo (fazendo referência ao bispo Macedo). Já disse, por diversas vezes, que sofreu ameaças de autoridades políticas, policiais, e até religiosas. Têm declarado, também, que a concorrência (outras igrejas) está se sentindo muito incomodada com o crescimento da sua igreja.
É se passando como vítima que o apóstolo da Igreja Mundial procura garantir o apoio irrestrito do povo. O resultado é o aumento, tanto de contribuições quanto de frequência de pessoas aos seus cultos.
CONCLUSÃO:
Um dos exemplos que mostram a intenção do apóstolo de sempre ser identificado como aquele que está próximo das massas, é o fato de ele fazer questão de que é comedor de angú. Qual é o pobre que não se emociona com tal declaração?
Alguém pode perguntar, ao final desse artigo, se tudo que escrevi foi em tom de aprovação ou de desaprovação à conduta do Valdomiro. Como sabemos, historicamente, o populismo teve efeitos positivos e negativos para o Brasil (não tenho tempo de discuti-los aqui). Acho que o mesmo se aplica ao comportamento desse apóstolo.
Eu particularmente acho que o "populismo" do Valdomiro merece mais o nosso louvor do que a nossa reprovação. Ele me parece sincero quando abraça um doente e chora com ele. Grande parte da igrejas pentecostais se institucionalizaram, assemelhando-se a grandes corporações. Os pastores pobres do passado foram substituídos por um clero poderoso que não se importa com as mazelas da grande massa de pobres. Atualmente existe um abismo enorme entre o povo e o púlpito, de tal forma que agora é mais fácil ter um audiência com o próprio Deus do que conseguir falar com o pastor-presidente de algumas igrejas evangélicas.
Nessa semana ouvi o caso de uma irmãzinha que foi a uma grande igreja assembleiana para tentar falar com o pastor presidente. Ela foi barrada por um obreiro segurança que logo lhe perguntou o que desejava. Ao dizer que queria falar com o pastor presidente, recebeu imediatamente a resposta de que ele estava ocupado e que não poderia atendê-la. Então a irmãzinha insistiu e disse que tinha um "benção" para entregar. O obreiro logo entendeu que ela tinha uma oferta em dinheiro para doar. Ao dar conhecimento disso ao pastor-presidente o obreiro levou uma bronca e logo mandou que trouxesse a irmãzinha à sua presença. Dizem que até serviram cafezinho para ela.
Muitos líderes evangélicos, entre eles muitos assembleianos, dão atenção apenas aos seus estômagos, valorizando apenas uma vida de sofistificação, viajando em cruzeiros de luxo, passando férias em hoteis dos Estados Unidos e Europa e vestindo roupas da melhor grife italiana. Mal conseguem disfarçar o nojo que sentem quando se aproximam do povo.
Entre ficar com uma aristrocacia evangélica requintada ou ficar com um pastor populista, prefiro ficar com o populista.
INTRODUÇÃO:
Certamente meus leitores devem estar se questionando: O que há de comum entre Getúlio Vargas e o apóstolo Valdomiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus? Será que o Valdomiro quer se presidente do Brasil? Não é nada disso.
Pois eu lhes responderei: O que os aproxima é o populismo.
Mas o que é populismo?
Segundo a Wikipedia "O termo populismo é utilizado para designar um conjunto de movimentos políticos que se propuseram colocar, no centro de toda ação política, o povo enquanto massa em oposição aos (ou ao lado dos) mecanismos de representação próprios da democracia representativa."
É claro que populismo é um termo que é mais identificado com certos fenômenos políticos típicos da América Latina, principalmente a partir dos anos 1930, sendo que um dos seus principais seguidores foi Getúlio Vargas.
Mas o que nos interessa é identificar na realidade evangélica atual, sobretudo no ministério do apóstolo Valdomiro Santiago, algumas características que nos lembram, em muito, a essência do populismo.
SEMELHANÇAS ENTRE O APÓSTOLO VALDOMIRO E O POPULISTA VARGAS
1) O populista utiliza de vários recursos para obter apoio popular, entre eles: adotar um comportamento carismático e se apresentar como o portador da solução para os problemas dos pobres e miseráveis.
Getúlio Vargas, ex-presidente do Brasil, adotou o populismo como uma das características de seu governo. Apelidado de "pai do pobres", promoveu seu governo com manifestações e discursos populares, principalmente no Dia do Trabalho (1º de maio)
Semelhantemente, o apóstolo Valdomiro estabeleceu um comportamento de bastante proximidade com o povo. Ele aparece em seus programas, transpirando muito, abraçando os pobres, orando pelos doentes, chorando a cada cura. Assim como os populistas ele procura manter um vínculo emocional com a multidão, um contato direto com as massas.
2) O populista utiliza o apoio do povo como meio de alimentar tendências políticas contrárias ao poder vigente. De tal maneira, os governos populistas também são marcados pela desarticulação das oposições políticas e a troca dos “favores ao povo” pelo apoio incondicional ao grande líder responsável pela condução do país. Por meio do uso de um discurso nacionalista, muitas vezes articulado enquanto contraposição aos regimes oligárquicos, esses novos líderes ofereciam uma indefinida perspectiva onde a “defesa do povo” era sobreposta a uma ideologia política mais específica
Por incrível que pareça, o apóstolo Valdomiro também utiliza tática semelhante, ao dizer, constantemente, que ele não age como um tal missionário (alusão clara ao RR Soares) ou que não é tão ganancioso como alguém que se diz bispo (fazendo referência ao bispo Macedo). Já disse, por diversas vezes, que sofreu ameaças de autoridades políticas, policiais, e até religiosas. Têm declarado, também, que a concorrência (outras igrejas) está se sentindo muito incomodada com o crescimento da sua igreja.
É se passando como vítima que o apóstolo da Igreja Mundial procura garantir o apoio irrestrito do povo. O resultado é o aumento, tanto de contribuições quanto de frequência de pessoas aos seus cultos.
CONCLUSÃO:
Um dos exemplos que mostram a intenção do apóstolo de sempre ser identificado como aquele que está próximo das massas, é o fato de ele fazer questão de que é comedor de angú. Qual é o pobre que não se emociona com tal declaração?
Alguém pode perguntar, ao final desse artigo, se tudo que escrevi foi em tom de aprovação ou de desaprovação à conduta do Valdomiro. Como sabemos, historicamente, o populismo teve efeitos positivos e negativos para o Brasil (não tenho tempo de discuti-los aqui). Acho que o mesmo se aplica ao comportamento desse apóstolo.
Eu particularmente acho que o "populismo" do Valdomiro merece mais o nosso louvor do que a nossa reprovação. Ele me parece sincero quando abraça um doente e chora com ele. Grande parte da igrejas pentecostais se institucionalizaram, assemelhando-se a grandes corporações. Os pastores pobres do passado foram substituídos por um clero poderoso que não se importa com as mazelas da grande massa de pobres. Atualmente existe um abismo enorme entre o povo e o púlpito, de tal forma que agora é mais fácil ter um audiência com o próprio Deus do que conseguir falar com o pastor-presidente de algumas igrejas evangélicas.
Nessa semana ouvi o caso de uma irmãzinha que foi a uma grande igreja assembleiana para tentar falar com o pastor presidente. Ela foi barrada por um obreiro segurança que logo lhe perguntou o que desejava. Ao dizer que queria falar com o pastor presidente, recebeu imediatamente a resposta de que ele estava ocupado e que não poderia atendê-la. Então a irmãzinha insistiu e disse que tinha um "benção" para entregar. O obreiro logo entendeu que ela tinha uma oferta em dinheiro para doar. Ao dar conhecimento disso ao pastor-presidente o obreiro levou uma bronca e logo mandou que trouxesse a irmãzinha à sua presença. Dizem que até serviram cafezinho para ela.
Muitos líderes evangélicos, entre eles muitos assembleianos, dão atenção apenas aos seus estômagos, valorizando apenas uma vida de sofistificação, viajando em cruzeiros de luxo, passando férias em hoteis dos Estados Unidos e Europa e vestindo roupas da melhor grife italiana. Mal conseguem disfarçar o nojo que sentem quando se aproximam do povo.
Entre ficar com uma aristrocacia evangélica requintada ou ficar com um pastor populista, prefiro ficar com o populista.
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quinta-feira, 25 de junho de 2009
MENINA QUE NÃO ENVELHECE INTRIGA OS MÉDICOS
Apesar de ter nascido em 1993, Brooke Greenberg não anda e nem fala. Para os pais, a garota seria a "fonte da juventude"Brooke Greenberg tem o tamanho e a capacidade mental de uma criança. Ela também não fala, não se locomove sozinha e continua a ter os mesmos dentes de quando era, de fato, um bebê. No último mês de janeiro, porém, a americana completou 16 anos de idade.
Brooke nunca foi diagnosticada como portadora de qualquer síndrome genética conhecida ou anomalia cromossômica que pudessem ajudar a explicar o motivo de ela não crescer. Mesmo um estudo do seu DNA não foi capaz e especificar o motivo pelo qual ela continua a ter corpo e aparência de uma criança mesmo sendo uma adolescente. O médico de Brooke, Lawrence Pakula, não sabe explicar. "Nunca tinha visto nada parecido. Ela é sempre uma surpresa", diz.
Os pais de Brooke, Howard e Melanie Greenberg, também não têm qualquer explicação para o fato. "Seria ela a fonte de juventude?", pergunta-se o pai. O casal tem outras três filhas - Emily, 22, Caitlin, 19, e Carly, 13 -, todas com desenvolvimento físico e neurológico normal.
Para Richard Walker, da Faculdade de Medicina da Universidade do Sul da Flórida, em Tampa, o corpo de Brooke não tem um desenvolvimento coordenado. É como se ele estivesse fora de sincronia. Prova disso é a sua idade óssea, estimada em 10 anos.
Segundo os próprios pais de Brooke contaram ao site do jornal inglês Daily Mail, ela teve uma série de problemas desde que nasceu. Em seus primeiros seis anos de vida, passou por uma série de emergências médicas e sobreviveu a todas, muitas vezes sem explicação.
Ela sobreviveu, por exemplo, à cirurgia para tratar sete úlceras estomacais. Em seguida, sofreu uma convulsão cerebral que foi diagnosticada como um acidente vascular cerebral, uma doença que, segundo seus pais, semanas mais tarde, não havia deixado qualquer dano aparente. Aos 4 anos de idade, Brooke caiu em uma letargia que a levou dormir por 14 dias. Médicos, então, diagnosticaram um tumor cerebral.
"Nós estávamos preparados para a sua morte. Foi quando, de repente, o médico nos chamou. Brooke tinha aberto os olhos e estava bem", conta Howard. "Ela supera todos os obstáculos que são lançados no seu caminho".
Apesar de todas as dificuldades, Brooke frequenta uma escola para crianças com necessidades especiais. Segundo sua mãe, Melanie, ela adora fazer compras, "como toda mulher". Um documentário sobre a vida de Brooke está previsto para ir ao ar ainda neste ano, nos Estados Unidos.
Fonte: Revista Época
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quarta-feira, 24 de junho de 2009
AFINAL DE CONTAS, QUAL É A CAUSA DO COMPORTAMENTO HOMOSEXUAL??

Por Cristiano Santana
Como se sabe, o Projeto de Lei Complementar nº 122/2006 que criminaliza a "homofobia" tem gerado debates acirrados sobre a questão do homosexualismo, sendo que cada lado do embate procura apresentar os melhores argumentos possíveis contra ou a favor da sua aprovação no Congresso Nacional.
Os evangélicos, cientes de que a argumentação bíblica não basta, procuram também se escudar em princípios éticos e sociais, alegando que a dissiminação do homosexualismo é altamente prejudicial à sociedade que está estruturada sob a base firme da instituição matrimonial que consiste na união de um homem e de uma mulher. Também dizem que tal lei é inconstitucional pelo fato de ferir cláusulas pétreas como a liberdade religiosa e de expressão.
Os adeptos e simpatizantes do movimento GLS, por sua vez, procuram demonstrar, a todo custo, que o homosexualismo é um comportamento perfeitamente normal, ou seja, não é uma doença ou desvio, sendo também inofensivo à sociedade, e que seus opositores são movidos por sentimentos puramente preconceituosos, destituídos de qualquer objetividade.
Não há a finalidade, aqui, de analisar os argumentos dos evangélicos, já que fica implícito que o autor desse artigo, por suas próprias convicções cristãs, sociológicas e científicas, é contra a aprovação do referido projeto de lei. Por outro lado a questão que aqui será proposta tem reflexos que interessam a ambas as partes.
Dizem que a determinação científica das causas do homosexualismo é o único recurso racional capaz de dirimir, de uma vez por todas esse conflito. Há boas razões para se concordar com essa afirmação, pois a causa, uma vez encontrada, poderia ser analisada minuciosamente, em todos os seus principais mecanismos, e o resultado poderia estabelecer, conclusivamente, se o homosexualismo é um desvio, uma patologia ou um comportamento perfeitamente normal.
É de se notar que o movimento GLS construiu dois de seus principais argumentos precisamente sobre bases científicas, que são esses:
1) A pessoa já nasce heterosexual ou homosexual. Portanto, não depende dela a sua condição sexual.
2) A pessoa efetua a opção sexual, em um determinado momento de sua vida, orientada por sua própria autonomia.
No primeiro argumento procura-se provar que a pessoa não é culpada por seu comportamento que é apenas o resultado de processos aleatórios, puramente naturais, envolvidos na transmissão do genes. Sob o ponto de vista evolucionista, o comportamento homosexual seria então um aperfeiçoamento, portanto plenamente aceitável, caso contrário, já teria sido descartado no longo processo da evolução humana, por sua inutilidada para a espécie.
Pelo segundo, procura-se provar que o homosexualismo não é uma doença ou um desvio pelo simples fato de ser fruto de uma escolha deliberada e consciente. Não é resultado de uma anomalia genética, contaminação por microorganismos ou de traumas psicológicos. É uma mera opção, e nada mais.
Mas, o que a ciência tem a dizer sobre tais afirmações? ABSOLUTAMENTE NADA DE CONCLUSIVO
Existe alguma prova científica de que o homosexualismo é um comportamento determinado geneticamente? Os cientistas continuam procurando o tal "gene gay", mas até agora não o encontraram. O Dr. Richard Pillard, um professor de psiquiatria da Universidade da Escola de Medicina da Univesidade de Boston, que fez inúmeros estudos com gêmeos, mostrou que a "sexualidade é grandemente influenciada pelo meio ambiente e que o papel da genética é, no final, muito limitada".
A revista Época, há algumas semanas atrás, veiculou um matéria dizendo que o cérebro tem sexo e que alguns homens tem cérebro feminino enquanto outras mulheres tem cérebro masculino. É mais uma matéria baseada em hipóteses e que nenhuma prova trás sobre as causas biológicas do homosexualismo. A neurocientista Anne Moir, que conduziu a pesquisa, disse que "a diferença de sexo entre cérebro e corpo PODE estar ligada às causas do homosexualismo". "Pode", nesse caso, nos fala apenas de um hipótese, de um "achismo".
Quanto ao segundo ponto, pergunta-se: O estilo de vida homosexual é fruto de uma escolha totalmente livre? Por incrível que pareça, o testemunho da maioria dos homosexuais é que eles não escolheram ser assim. Em um determinado momento, perceberam que tinham atração pelo sexo oposto, uma força irrestível contra qual eles lutaram por um bom tempo, até serem finalmente vencidos, entragando-se, finalmente, ao desejo. Não é a toa que, muitos, baseados em sua própria experiência, insistam que o indivíduo já nasce homosexual e que ninguém é capaz de mudá-los.
Pois bem. Se o homosexualismo não é geneticamente determinado e se a maioria dos homosexuais não escolheram ser assim, então nos encontramos diante de um enigma. quase paradoxal. Alguma causa induz poderosamente alguém a ser gay ou lésbica, mas essa causa não é biológica, não é genética.
Aqueles que lêem a Bíblia sabem que a causa do homosexualismo já foi revelada pelo próprio Deus, através das palavras inspiradas do apóstolo Paulo. Essa causa é o PECADO. Essa raiz maligna que habita a natureza depravada do homem é o elemento que governa a vontade todo aquele que ainda não é filho de Deus, que ainda não experimentou a regeneração, o novo nascimento. As pessoas nunca acharão na ciência as causas do homosexualismo. Ela está explicada na Bíblia Sagrada há séculos, conforme Romanos 1:19-32
19 Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. 20 Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; 21 Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. 22 Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. 23 E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. 24 Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; 25 Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém. 26 Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. 27 E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. 28 E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm; 29 Estando cheios de toda a iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; 30 Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; 31 Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia; 32 Os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem.
Na verdade, os abusos sexuais e contatos com materiais pornográficos na infância, a influência de amigos, a atual cultura pagã-hedonista, etc., são fatores que apenas desencadeiam tendências latentes dentro do ser humano e que, inexoravelmente, o conduzem a comportamentos reprováveis diante de Deus.
Sabemos que é duro que é duro dizer e ouvir isso, mas a causa do homosexualismo é o pecado, essa depravação que assolou por completo a natureza humana desde a queda de nossos primeiros pais. E a força do pecado se potencializa, cada vez mais, a medida em que a humanidade se afasta de Deus. O resultado: perversão, degeneração, degradação moral, etc.
Como se sabe, o Projeto de Lei Complementar nº 122/2006 que criminaliza a "homofobia" tem gerado debates acirrados sobre a questão do homosexualismo, sendo que cada lado do embate procura apresentar os melhores argumentos possíveis contra ou a favor da sua aprovação no Congresso Nacional.
Os evangélicos, cientes de que a argumentação bíblica não basta, procuram também se escudar em princípios éticos e sociais, alegando que a dissiminação do homosexualismo é altamente prejudicial à sociedade que está estruturada sob a base firme da instituição matrimonial que consiste na união de um homem e de uma mulher. Também dizem que tal lei é inconstitucional pelo fato de ferir cláusulas pétreas como a liberdade religiosa e de expressão.
Os adeptos e simpatizantes do movimento GLS, por sua vez, procuram demonstrar, a todo custo, que o homosexualismo é um comportamento perfeitamente normal, ou seja, não é uma doença ou desvio, sendo também inofensivo à sociedade, e que seus opositores são movidos por sentimentos puramente preconceituosos, destituídos de qualquer objetividade.
Não há a finalidade, aqui, de analisar os argumentos dos evangélicos, já que fica implícito que o autor desse artigo, por suas próprias convicções cristãs, sociológicas e científicas, é contra a aprovação do referido projeto de lei. Por outro lado a questão que aqui será proposta tem reflexos que interessam a ambas as partes.
Dizem que a determinação científica das causas do homosexualismo é o único recurso racional capaz de dirimir, de uma vez por todas esse conflito. Há boas razões para se concordar com essa afirmação, pois a causa, uma vez encontrada, poderia ser analisada minuciosamente, em todos os seus principais mecanismos, e o resultado poderia estabelecer, conclusivamente, se o homosexualismo é um desvio, uma patologia ou um comportamento perfeitamente normal.
É de se notar que o movimento GLS construiu dois de seus principais argumentos precisamente sobre bases científicas, que são esses:
1) A pessoa já nasce heterosexual ou homosexual. Portanto, não depende dela a sua condição sexual.
2) A pessoa efetua a opção sexual, em um determinado momento de sua vida, orientada por sua própria autonomia.
No primeiro argumento procura-se provar que a pessoa não é culpada por seu comportamento que é apenas o resultado de processos aleatórios, puramente naturais, envolvidos na transmissão do genes. Sob o ponto de vista evolucionista, o comportamento homosexual seria então um aperfeiçoamento, portanto plenamente aceitável, caso contrário, já teria sido descartado no longo processo da evolução humana, por sua inutilidada para a espécie.
Pelo segundo, procura-se provar que o homosexualismo não é uma doença ou um desvio pelo simples fato de ser fruto de uma escolha deliberada e consciente. Não é resultado de uma anomalia genética, contaminação por microorganismos ou de traumas psicológicos. É uma mera opção, e nada mais.
Mas, o que a ciência tem a dizer sobre tais afirmações? ABSOLUTAMENTE NADA DE CONCLUSIVO
Existe alguma prova científica de que o homosexualismo é um comportamento determinado geneticamente? Os cientistas continuam procurando o tal "gene gay", mas até agora não o encontraram. O Dr. Richard Pillard, um professor de psiquiatria da Universidade da Escola de Medicina da Univesidade de Boston, que fez inúmeros estudos com gêmeos, mostrou que a "sexualidade é grandemente influenciada pelo meio ambiente e que o papel da genética é, no final, muito limitada".
A revista Época, há algumas semanas atrás, veiculou um matéria dizendo que o cérebro tem sexo e que alguns homens tem cérebro feminino enquanto outras mulheres tem cérebro masculino. É mais uma matéria baseada em hipóteses e que nenhuma prova trás sobre as causas biológicas do homosexualismo. A neurocientista Anne Moir, que conduziu a pesquisa, disse que "a diferença de sexo entre cérebro e corpo PODE estar ligada às causas do homosexualismo". "Pode", nesse caso, nos fala apenas de um hipótese, de um "achismo".
Quanto ao segundo ponto, pergunta-se: O estilo de vida homosexual é fruto de uma escolha totalmente livre? Por incrível que pareça, o testemunho da maioria dos homosexuais é que eles não escolheram ser assim. Em um determinado momento, perceberam que tinham atração pelo sexo oposto, uma força irrestível contra qual eles lutaram por um bom tempo, até serem finalmente vencidos, entragando-se, finalmente, ao desejo. Não é a toa que, muitos, baseados em sua própria experiência, insistam que o indivíduo já nasce homosexual e que ninguém é capaz de mudá-los.
Pois bem. Se o homosexualismo não é geneticamente determinado e se a maioria dos homosexuais não escolheram ser assim, então nos encontramos diante de um enigma. quase paradoxal. Alguma causa induz poderosamente alguém a ser gay ou lésbica, mas essa causa não é biológica, não é genética.
Aqueles que lêem a Bíblia sabem que a causa do homosexualismo já foi revelada pelo próprio Deus, através das palavras inspiradas do apóstolo Paulo. Essa causa é o PECADO. Essa raiz maligna que habita a natureza depravada do homem é o elemento que governa a vontade todo aquele que ainda não é filho de Deus, que ainda não experimentou a regeneração, o novo nascimento. As pessoas nunca acharão na ciência as causas do homosexualismo. Ela está explicada na Bíblia Sagrada há séculos, conforme Romanos 1:19-32
19 Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. 20 Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; 21 Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. 22 Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. 23 E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. 24 Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; 25 Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém. 26 Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. 27 E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. 28 E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm; 29 Estando cheios de toda a iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; 30 Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; 31 Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia; 32 Os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem.
Na verdade, os abusos sexuais e contatos com materiais pornográficos na infância, a influência de amigos, a atual cultura pagã-hedonista, etc., são fatores que apenas desencadeiam tendências latentes dentro do ser humano e que, inexoravelmente, o conduzem a comportamentos reprováveis diante de Deus.
Sabemos que é duro que é duro dizer e ouvir isso, mas a causa do homosexualismo é o pecado, essa depravação que assolou por completo a natureza humana desde a queda de nossos primeiros pais. E a força do pecado se potencializa, cada vez mais, a medida em que a humanidade se afasta de Deus. O resultado: perversão, degeneração, degradação moral, etc.
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segunda-feira, 22 de junho de 2009
O FENÔMENO DAS MUDANÇAS EUFEMÍSTICAS E JURÍDICAS NO JARGÃO ASSEMBLEIANO

Por Cristiano Santana
Como sabemos, "jargão" é uma expressão ou palavra comum para um ou alguns grupos profissionais, religiosos, políticos, etc.
Os membros da comunidade assembleiana também se identificam através da utilização de um jargão específico que surgiu espontâneamente através das décadas e que funciona como uma espécie de dialeto que só é entendido por aqueles que pertencem a esse contexto religioso e cultural.
Um fato interessante é que tem sido notada uma mudança nesse jargão nos últimos anos, sendo que as causas são, predominantemente, eufemísticas e jurídicas.
Segundo a Wikipedia eufemismo é "uma figura de estilo que emprega termos mais agradáveis para suavizar uma expressão". Exemplos:
-Você faltou com a verdade. (Em lugar de mentiu)
-Ele entregou a alma a Deus. (Em lugar de: Ele morreu)
-Nos fizeram varrer calçadas, limpar o que faz todo cão... (Em lugar de fezes)
-Ela é minha ajudante (Em lugar de empregada doméstica)
Sobre às causas jurídicas na mudança das palavras comuns e expressões assembleianas, a mudança no Código Civil Brasileiro em 2001, e, principalmente a institucionalização das igrejas pentecostais, forçaram os seus líderes a substituírem alguns termos estatutários e regimentais por outros, mas condizentes com o atual ordenamento jurídico e que não exponham a igreja à ameaça de ações civeis e criminais, principalmente por calúnias, danos morais e danos materiais.
Vejamos, portanto, algumas dessas mudanças eufemísticas e jurídicas.
1) "Exclusão" do rol de membros foi substituído por "desligamento" do rol de membros. Exclusão é uma palavra com conotação fortemente negativa, vinculada a um castigo humilhante, a um terrível banimento, a uma expulsão, etc. A alteração tem causa predominantemente jurídica, dando a entender que o membro deixou de pertencer a essa associação religiosa não por motivos de punição, mas sim por causa de sua própria decisão espontanea.
2) "Culto de doutrina" foi substituído por "culto de ensinamento" ou "culto da vitória". A palavra "doutrina" tem forte vinculação com tradições e costumes, isto porque, num passado não muito distante, esses tipos de cultos eram muito utilizados para fins disciplinares: Nesses cultos se anunciava a exclusão de irmãos do rol de membros assim como se aproveitava para reforçar a instrução para que os crentes obedecessem incondicionalmente os costumes e tradições daquela época (homens de calça comprida, mulheres de saia, proibição de usar maquiagem, etc.)
3) "Aceitar a Jesus" foi substituído por "Ter uma nova experiência com Cristo" ou "Firmar um compromisso com Cristo" ou "Iniciar uma nova aliança com Cristo" ou "Experimentar a Jesus Cristo". Alguns acham que perguntar a alguém se quer aceitar a Jesus Cristo é uma proposta chocante e amedrontadora. A justificativa para essa mudança é que há o perigo de o visitante formar em sua mente a idéia de que terá que se submeter a uma mudança radical em sua forma de falar, vestir, etc., se levantar a mão para Jesus. Esse medo o afastaria, assim, de uma decisão positiva.
4) "Desviado" foi substituído para "afastado" ou "ausente". Percebe-se claramente a carga pejorativa do termo "desviado". Essa palavra parece apontar diretamente para alguém sem caráter, não recomendável moralmente, alguém literalmente torto.
Poderíamos achar outros exemplos, mas nos falta tempo para relatá-los aqui. O importante é frisar como a própria influência do ambiente sócio-cultural é capaz de alterar o jargão utilizado por qualquer grupo específico, a ponto de algumas palavras, antes positivas, passarem a ter um significado desagradável e juridicamente inaceitável.
Você tem mais algum exemplo? Diga-nos então.
Como sabemos, "jargão" é uma expressão ou palavra comum para um ou alguns grupos profissionais, religiosos, políticos, etc.
Os membros da comunidade assembleiana também se identificam através da utilização de um jargão específico que surgiu espontâneamente através das décadas e que funciona como uma espécie de dialeto que só é entendido por aqueles que pertencem a esse contexto religioso e cultural.
Um fato interessante é que tem sido notada uma mudança nesse jargão nos últimos anos, sendo que as causas são, predominantemente, eufemísticas e jurídicas.
Segundo a Wikipedia eufemismo é "uma figura de estilo que emprega termos mais agradáveis para suavizar uma expressão". Exemplos:
-Você faltou com a verdade. (Em lugar de mentiu)
-Ele entregou a alma a Deus. (Em lugar de: Ele morreu)
-Nos fizeram varrer calçadas, limpar o que faz todo cão... (Em lugar de fezes)
-Ela é minha ajudante (Em lugar de empregada doméstica)
Sobre às causas jurídicas na mudança das palavras comuns e expressões assembleianas, a mudança no Código Civil Brasileiro em 2001, e, principalmente a institucionalização das igrejas pentecostais, forçaram os seus líderes a substituírem alguns termos estatutários e regimentais por outros, mas condizentes com o atual ordenamento jurídico e que não exponham a igreja à ameaça de ações civeis e criminais, principalmente por calúnias, danos morais e danos materiais.
Vejamos, portanto, algumas dessas mudanças eufemísticas e jurídicas.
1) "Exclusão" do rol de membros foi substituído por "desligamento" do rol de membros. Exclusão é uma palavra com conotação fortemente negativa, vinculada a um castigo humilhante, a um terrível banimento, a uma expulsão, etc. A alteração tem causa predominantemente jurídica, dando a entender que o membro deixou de pertencer a essa associação religiosa não por motivos de punição, mas sim por causa de sua própria decisão espontanea.
2) "Culto de doutrina" foi substituído por "culto de ensinamento" ou "culto da vitória". A palavra "doutrina" tem forte vinculação com tradições e costumes, isto porque, num passado não muito distante, esses tipos de cultos eram muito utilizados para fins disciplinares: Nesses cultos se anunciava a exclusão de irmãos do rol de membros assim como se aproveitava para reforçar a instrução para que os crentes obedecessem incondicionalmente os costumes e tradições daquela época (homens de calça comprida, mulheres de saia, proibição de usar maquiagem, etc.)
3) "Aceitar a Jesus" foi substituído por "Ter uma nova experiência com Cristo" ou "Firmar um compromisso com Cristo" ou "Iniciar uma nova aliança com Cristo" ou "Experimentar a Jesus Cristo". Alguns acham que perguntar a alguém se quer aceitar a Jesus Cristo é uma proposta chocante e amedrontadora. A justificativa para essa mudança é que há o perigo de o visitante formar em sua mente a idéia de que terá que se submeter a uma mudança radical em sua forma de falar, vestir, etc., se levantar a mão para Jesus. Esse medo o afastaria, assim, de uma decisão positiva.
4) "Desviado" foi substituído para "afastado" ou "ausente". Percebe-se claramente a carga pejorativa do termo "desviado". Essa palavra parece apontar diretamente para alguém sem caráter, não recomendável moralmente, alguém literalmente torto.
Poderíamos achar outros exemplos, mas nos falta tempo para relatá-los aqui. O importante é frisar como a própria influência do ambiente sócio-cultural é capaz de alterar o jargão utilizado por qualquer grupo específico, a ponto de algumas palavras, antes positivas, passarem a ter um significado desagradável e juridicamente inaceitável.
Você tem mais algum exemplo? Diga-nos então.
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domingo, 21 de junho de 2009
ESSE SILAS MALAFAIA NÃO TEM JEITO MESMO!

Por Cristiano Santana
Esse Silas Malafaia não tem jeito mesmo. Na semana passada, enquanto eu me arrumava para ir trabalhar, liguei a TV, como de costume, para ouvir noticiários matutinos. O aparelho estava sintonizado no canal onde é transmitido o programa "Vitória em Cristo", apresentado por ele.
Ele tinha levado um pastor da Igreja Quadrangular de Governador Valadares, MG, que deu "testemunho". Tinha obtido a alta quantia de R$ 800.000,00 depois de ter investido em doações para o programa "Vitória em Cristo". Com esse dinheiro ele conseguiu comprar um terreno enorme para construir a sua igreja.
Baseados nesse "testemunho", ambos apelavam aos telespectadores: "Deus está falando comigo que se você investir nesta obra, Deus vai te multiplicar".
Não bastasse essa imoralidade "iurdiana" de pedir insistentemente por doações, ainda houve a utilização de uma exegese distorcida de 1 Re para tentar persuadir os telespectadores a contribuir.
Entretanto, o povo oferecia sacrifícios sobre os altos, porque até àqueles dias ainda não se tinha edificado casa ao nome do SENHOR. Salomão amava ao SENHOR, andando nos preceitos de Davi, seu pai; porém sacrificava ainda nos altos e queimava incenso. Foi o rei a Gibeão para lá sacrificar, porque era o alto maior; ofereceu mil holocaustos Salomão naquele altar. Em Gibeão, apareceu o SENHOR a Salomão, de noite, em sonhos. Disse-lhe Deus: Pede-me o que queres que eu te dê. Respondeu Salomão: De grande benevolência usaste para com teu servo Davi, meu pai, porque ele andou contigo em fidelidade, e em justiça, e em retidão de coração, perante a tua face; mantiveste-lhe esta grande benevolência e lhe deste um filho que se assentasse no seu trono, como hoje se vê. Agora, pois, ó SENHOR, meu Deus, tu fizeste reinar teu servo em lugar de Davi, meu pai; não passo de uma criança, não sei como conduzir-me. Teu servo está no meio do teu povo que elegeste, povo grande, tão numeroso, que se não pode contar. Dá, pois, ao teu servo coração compreensivo para julgar a teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; pois quem poderia julgar a este grande povo? Estas palavras agradaram ao Senhor, por haver Salomão pedido tal coisa. Disse-lhe Deus: Já que pediste esta coisa e não pediste longevidade, nem riquezas, nem a morte de teus inimigos; mas pediste entendimento, para discernires o que é justo; eis que faço segundo as tuas palavras: dou-te coração sábio e inteligente, de maneira que antes de ti não houve teu igual, nem depois de ti o haverá. Também até o que me não pediste eu te dou, tanto riquezas como glória; que não haja teu igual entre os reis, por todos os teus dias.
O tal pastor sustentou que Deus só veio ao encontro de Salomão depois que ele ofereceu sua oferta no altar, os mil holocaustos, dando a entender que Deus só se aproximará de nós depois que procedermos como Salomão, oferecendo, também, a nossa oferta (essa oferta seria bastante dinheiro para o programa do Silas Malafaia!)
Fique evidente pelo texto que a causa da aparição de Salomão ao Senhor não foram as ofertas oferecidas, mas o fato de Salomão amar ao Senhor e andar em seus preceitos:
"Salomão amava ao SENHOR, andando nos preceitos de Davi, seu pai"
Além disso a resposta surpreendente de Salomão é de fazer qualquer desses telepregadores corarem de vergonha. Deus ordenou que ele pedisse o que quisesse:
"Pede-me o que queres que eu te dê."
E qual foi a resposta de Salomão:
"Dá, pois, ao teu servo coração compreensivo para julgar a teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; pois quem poderia julgar a este grande povo? "
Salomão podia ter pedido a morte de seus inimigos, riquezas incontáveis, reinado de paz, etc, mas pediu um coração sábio, um coração compreensivo, estando de acordo com o espírito do Evangelho: "Buscai o reino de Deus e a justiça e todas as coisas vos serão acrescentadas"
A resposta de Deus foi maravilhosa:
"Estas palavras agradaram ao Senhor, por haver Salomão pedido tal coisa. Disse-lhe Deus: Já que pediste esta coisa e não pediste longevidade, nem riquezas, nem a morte de teus inimigos; mas pediste entendimento, para discernires o que é justo; eis que faço segundo as tuas palavras: dou-te coração sábio e inteligente, de maneira que antes de ti não houve teu igual, nem depois de ti o haverá. Também até o que me não pediste eu te dou, tanto riquezas como glória; que não haja teu igual entre os reis, por todos os teus dias."
Na verdade, esse texto é um tapa na cara daqueles que advogam a Teologia da Prosperidade, pois nos ensina que o que mais agrada ao Senhor é um coração humilde, quebrantado, cujo principal interesse é receber dádivas espirituais, como a sabedoria, ao invés de bençãos materiais.
Se Salomão fosse igual a esses telepregadores da atualidade, teria pedido um jatinho novo, um canal de televisão, um templo evangélico, etc. Mas Salomão fez o pedido certo, e devemos imitá-lo nesse aspecto.
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sábado, 20 de junho de 2009
PORVENTURA, ALGUMA COISA BOA PODERIA VIR DA FAVELA DA ROCINHA?
Por Cristiano Santana
Porventura alguma coisa boa poderia vir da Rocinha? Poderia sim! Várias coisas (pessoas) boas e excelentes já sairam da Rocinha, a minha "terra" natal. Dessa vez quem está dando orgulho a essa imensa comunidade em que fui criado, é o jovem Bruno Roberto Santos, de 15 anos.
Ele está disputando, hoje, sábado, a final do quadro "Soletrando" no programa Caldeirão do Hulk. Leia abaixo a reportagem do Jornal Extra:
Se depender de torcida, o representante do Rio já se sagrou campeão do “Soletrando 2009”. Morador da Rocinha, o estudante Bruno Roberto Santos, de 15 anos, conta com as vibrações positivas de aproximadamente 200 mil pessoas para levar a bolsa de estudos de R$ 100 mil e o troféu Monteiro Lobato do concurso promovido pelo “Caldeirão do Huck”.
— Não sei como consegui chegar tão longe, nunca ganhei nada. Quem sabe não vai ser sábado (hoje)! O “Soletrando” vai me trazer grandes oportunidades nessa vida — diz Bruno, aluno da Escola Municipal Manoel Cícero, na Gávea.
A disputa de soletração entre Bruno Roberto, a pernambucana Larissa de Sousa Oliveira, de 15 anos, e o cearense Pedro Henrique Machado da Rocha, de 14, será transmitida hoje, a partir das 13h35m, na Globo. Na quadra da Acadêmicos da Rocinha, um telão foi instalado para links ao vivo com o palco do “Caldeirão”. Bateria, passistas, Velha Guarda, ala das baianas e demais integrantes da agremiação farão a festa. Os portões estarão abertos logo cedo para receber a comunidade.
— Independentemente do resultado, Bruno já é um vitorioso e motivo de orgulho para nós. Nos últimos meses, os professores fizeram um mutirão para deixá-lo ainda mais preparado. Ele vai conseguir! — afirma, confiante, Sandra Maria Lima, de 54 anos, diretora do colégio de Bruno.
A torcida grandiosa da Rocinha fica pequena aos olhos de Bruno Roberto quando tem a seu lado a mãe, Lindaci Maria da Conceição, de 39 anos, e a avó materna, Maria José, de 65. Na última quarta-feira à noite, a senhorinha desembarcou no Rio diretamente de Pernambuco para dar apoio ao neto no palco do “Caldeirão do Huck” hoje.
— É um milagre eu estar aqui! Nunca tive coragem de viajar, entrar num avião. Morri de medo, de verdade. Mas se superei isso, só pode ser um sinal de que tudo vai dar certo para o Bruno. Eu acredito nele e em Deus — diz dona Maria, que está hospedada com o neto e a filha num hotel de luxo na Praia da Barra: — Tô chique!
Dos 2 aos 7 anos de idade, Bruno morou num orfanato em Bento Ribeiro, Zona Norte do Rio, por falta de condições financeiras da mãe de mantê-lo a seu lado. Dos 8 aos 13, foi para o Nordeste, morar com dona Maria.
Dos 2 aos 7 anos de idade, Bruno morou num orfanato em Bento Ribeiro, Zona Norte do Rio, por falta de condições financeiras da mãe de mantê-lo a seu lado. Dos 8 aos 13, foi para o Nordeste, morar com dona Maria.
— Era uma vida muito sofrida. Minha avó trabalhava em carvoaria e a nossa casa era muito ruim, não tinha nem piso. Eu estudava em duas escolas, praticamente o dia inteiro, e lá eu tinha como tomar café, almoçar... — lembra Bruno.
Na Rocinha há dois anos, morando com a mãe e o irmão mais novo, o garoto sobe e desce centenas de degraus e rampas por dia para poder frequentar a escola e as aulas de inglês, música, atletismo... Desde pequenino, Bruno se agarrou aos estudos com o sonho de mudar sua vida e a de sua família.
Na Rocinha há dois anos, morando com a mãe e o irmão mais novo, o garoto sobe e desce centenas de degraus e rampas por dia para poder frequentar a escola e as aulas de inglês, música, atletismo... Desde pequenino, Bruno se agarrou aos estudos com o sonho de mudar sua vida e a de sua família.
— Quero fazer faculdade de medicina, e vou tentar uma federal. Como médico, vou conseguir dinheiro para comprar uma boa casa, num lugar bonito como esse — diz Bruno, apontando para os prédios vizinhos ao hotel onde está hospedado.
Até agora, mais difícil que soletrar “escabeche”, diz ele, foi ter que aparecer na TV:
Até agora, mais difícil que soletrar “escabeche”, diz ele, foi ter que aparecer na TV:
— Morro de vergonha! Sou muito feio...
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